Gerencia de Projetos – Introdução

Projeto tem que ser: único, temporário e objetivo

Equanto isso na software house. ..

Aquela manhã de segunda-feira estava especialmente nublada, mas ainda melhor que os dias chuvosos da semana anterior. A equipe chegava lentamente na sala de reuniões, devido a uma convocação do Sr. Gustavo, diretor da empresa. Eram 8:16 da manhã. E ele foi o 1º a chegar. Todos chegaram, exceto o Luis Augusto.

Gustavo: – Bem pessoal! Espero que todos tenham descansado no final de semana. Sei que passamos por um momento difícil, mas conseguimos superar, e isso nos torna mais fortes.

Hoje iniciaremos um novo projeto, acredito ser a hora para conversarmos sobre os problemas que encontramos no projeto anterior.

Um desconforto geral percorre a sala.

Gustavo: – Sei que não foi uma experiência das mais agradáveis, mas no final conseguimos entregar o sistema no prazo, e agradeço a todos pelo empenho e dedicação para que conseguíssemos isto. Especialmente à Fernanda e o Wilson, que encabeçaram o projeto. Alguém tem algo a dizer?

Fernanda: – Eu também gostaria de agradecer a todos. Foi cansativo, mas parece que conseguimos atender às necessidades do cliente. Acredito que devemos desta vez, trabalhar um pouco mais na identificação dessas necessidades pra diminuir o trabalho de refazer boa parte do sistema. Também, ele mesmo não tinha certeza do que queria. Se tivéssemos as necessidades bem definidas tenho certeza que faríamos um trabalho melhor e não teríamos o estresse que tivemos nas duas últimas semanas.

Wilson levanta a cabeça, e troca um cansado olhar com a Fernanda, que rapidamente desvia e segue falando.

Fernanda: – Esse é o momento para que todos comentem sobre esta experiência. Só assim poderemos reverter esses problemas no próximo projeto.  Quem começa?

Ninguém começou.

Gustavo: – Luciana, pode começar?

Luciana (visivelmente constrangida): – Acho que um dos problemas que tivemos foi o cronograma muito apertado. Se tivéssemos mais tempo conseguiríamos desenvolver algo com mais qualidade. Penso também que não estamos conseguindo controlar a qualidade do produto. O Carlos identificou uma série de problemas na quinta-feira, sendo que a entrega era na sexta. Se o Wilson não tivesse largado tudo e nos ajudado, não sei o que seria.

Gustavo: – O prazo que tínhamos era este se atrasássemos a entrega teríamos que pagar multa contratual. Prazo é prazo.

Fernanda: – Temos que definir melhor nossos prazos de entrega junto ao cliente. Reconheço que ainda não temos um método preciso de estimar software. Mas ainda assim todos sabiam da data de entrega, acho que todos somos responsáveis pela correria final.

Clóvis: – Todos sabíamos, mas eu não sabia o quanto o projeto estava atrasado. Acho que deveria haver um controle maior sobre isso.

Fernanda (fuzilando Clóvis com o olhar): – Várias vezes eu falei que, do jeito que as coisas iam, não conseguiríamos entregar o produto na data prevista. Por mais que cobrasse, os componentes não eram produzidos no ritmo que necessitávamos.

Clóvis: – Seriam, se não tivéssemos outros sistemas para manter. Talvez devêssemos aumentar a equipe.

Gustavo: – Para aumentar a equipe precisamos faturar mais, além disso, está muito difícil encontrar técnicos qualificados e disponíveis. Ainda acho que nossa melhor alternativa é contratar estagiários e formá-los aqui dentro mesmo. Temos o Carlos e o Dario que em breve deverão ser efetivados.

Fernanda: – Mesmo assim, se já vamos iniciar um novo projeto, precisaremos de uma equipe maior, até porque, sabemos que o projeto anterior não está completamente encerrado né?

Novo desconforto geral.

Gustavo: – Por falar nisso, onde está o Luis Augusto?

Clóvis: – Recebeu uma ligação do cliente, parece que o sistema travou.

Gustavo: – Mas são 8:15 !!!

Clóvis: – Pois é, parece que deu problema na integração com faturamento. Na 1ª nota fiscal emitida o sistema já deu problema.

Gustavo: – Wilson, vai lá dar uma olhada.

Wilson sai da reunião.

Fernanda: – Carlos, a integração não foi testada?

Carlos: – Verifiquei o protocolo e estava OK. Quer que eu vá lá ver o que aconteceu?

Fernanda balança a cabeça contrariada.

Fernanda: – Não, fica aqui, o Wilson já foi.

Volta o Wilson

Wilson: – Tinha um campo faltando no protocolo, o Luis já arrumou.

Fernanda (contrariada): – Carlos, chegaste a testar o protocolo?

Wilson: – A implementação está correta, a especificação é que estava com o campo em branco.

Silêncio.

Luciana: – Eu vi que tinha um campo em branco, mas achei que era assim mesmo. Acho nossas especificações muito superficiais.

Wilson: – Acho que nós devíamos começar a revisar as especificações. Pelo que o Luis falou, o cliente não estava muito feliz ao telefone. Acho que o sistema está muito na cabeça de cada um. Fica impossível avaliar se os requisitos estão corretos se não estão definidos no papel.

Gustavo: – Se as vendas dele pararam por causa do sistema, imagino que ele não esteja muito feliz mesmo.

Entra o Luis.

Luiz Augusto: – Bom dia pessoal, desculpem o atraso.

Gustavo: – O que aconteceu?

Luiz Augusto: – O sistema não estava se comunicando com o financeiro. Um campo estava faltando no arquivo de comunicação.

Fernanda afunda na cadeira.

Gustavo: – Mas isso não foi testado no usuário antes do sistema entrar em operação.

Luis Augusto: – Na verdade não deu tempo. Fizemos a conversão e colocamos o sistema no ar.

Gustavo: – Isso não pode acontecer. O que mais não foi testado pelo usuário.

Luis Augusto: – Na verdade quase nada, terminamos a implantação hoje às 2 da manhã.

Gustavo: – E o usuário não validou o sistema?

Luis Augusto: – Não deu tempo. O sistema tinha que entrar hoje. Identificamos alguns problemas já na implantação do sistema. Por sinal… se minha presença não for imprescindível… preciso fazer algumas alterações no sistema. Ocorreu um problema na conversão de um arquivo, vou precisar fazer um bacalhau pra ajeitar isso antes que o cliente gere o relatório.

Gustavo: – Pode ir.

Sai o Luis Augusto.

Wilson: – Mais um bacalhau pro nosso diretório. O que tem de gambiarras lá dá pra fazer um sistema novo.

Gustavo: – Por que isso está acontecendo?

Wilson: – Precisamos de mais detalhamento nas especificações. Sem saber exatamente a estrutura de dados do cliente… fica difícil.

Gustavo: – Fernanda, como isso não nos foi informado?

Fernanda: – Acho que precisamos manter um canal de comunicação mais direto com o cliente. Ele devia ter nos informado da mudança.

Gustavo: – Quando foi que ele fez a última avaliação do projeto?

Fernanda: – Na verdade…. ele nunca fez. Mas não sei onde poderia estar o problema. Sobre o protocolo, o Dario foi na empresa e trouxe os detalhes dos formato dos arquivos de comunicação entre o nosso sistema e o ERP.

Dario (pensando): “-Tinha que sobrar pro estagiário”.

Wilson: – Acho que da próxima vez deveríamos mandar alguém mais experiente.

O telefone toca, ouvem o Luis Augusto atendendo na sala ao lado.

Luis Augusto (aparecendo na porta): – Não deu tempo, o cliente já gerou o relatório.

Luciana: – Xiiiiiiii !!!!!

Gustavo: – Pessoal, tem mais alguma surpresa????

Carlos: – Tem algumas correções que eu pedi que acho que ainda não foram feitas.

Gustavo: – Todo mundo sabe o que precisa ser feito?

Silêncio.

Gustavo: – Carlos, onde essas correções estão anotadas?

Carlos: – Não estão, conforme o problema ia aparecendo eu ia avisando o pessoal.

Clóvis: – Alguns não eram problemas realmente. Por exemplo. Na emissão do relatório a data inicial não pode ser maior que a data final, mas o usuário sabe disso…. nem mexi. Por sinal. O Carlos precisa filtrar melhor o que é e o que não é defeito. No meio da correria é complicado mudar tudo o que ele quer. Eu acho que, se não afetar a funcionalidade, vai assim mesmo. Outra coisa. Ele disse que o fechamento do mês está lento. Eu acho que não, na minha máquina rodou legal. Outra coisa. Como trabalhamos muito na última semana, muitas vezes o que o Carlos testava já nem era a última versão.

Gustavo: – O que achas Carlos?

Carlos: – Acho que, se não é pra corrigir os problemas que eu encontro, é melhor eu voltar pro desenvolvimento, não precisa de alguém pra testar, cada desenvolvedor mesmo testa e, se eu não for informado das alterações, como vou saber que não é a última versão?

Clóvis: – Acho que é importante alguém testando, mas que saiba identificar bem o que é e o que não é defeito. Acho que se o sistema rodou… tá pronto.. ‘fru fru’ fica pra depois.

Gustavo: – Quanto tempo o sistema levou pra rodar o fechamento?

Carlos: – Na minha máquina 2 horas.

Clóvis: – Na minha, 30 minutos, acho que tá bom.

Gustavo: – Fernanda. Qual o servidor do usuário?

Fernanda: – Não sei bem, mas acho que não é muito bom. Ele disse que tem um contrato de 4 anos com o fornecedor do hardware, antes disso ele não vai investir em máquinas novas.

Gustavo: – Precisamos de um critério que determine quando o sistema pode ser liberado pra produção. Existem defeitos graves no sistema?

Carlos: – Alguns, mas o Luis disse que ia trabalhar nisso ainda hoje.

Gustavo: – Ele ta apagando incêndio. Fernanda, o que achas de colocar o Dario para cuidar disso?

Fernanda: – Pode ser. Acho que, inclusive, poderíamos adiar um pouco esta reunião até que o sistema se estabilize. Todos temos o que fazer hoje. Ou isso, ou vamos atender muitos telefonemas do usuário.

Gustavo: – Nós temos um critério de conclusão dos testes?

Fernanda: – Temos. O prazo de entrega.

Gustavo: – Um dia teremos que parar pra repensar nossa metodologia. Todo sistema que desenvolvemos é um stress. Quando chegamos nos últimos dias, sempre tem um monte de horas extras pra fazer. Nunca dá tempo. Nunca testamos o suficiente. Nossa manutenção corretiva é sempre longa. Precisamos iniciar um novo projeto, mas eu não posso contar com toda a equipe por que estão terminando o projeto anterior. Os clientes ficam insatisfeitos. Quando eu fundei esta empresa eu ainda tinha cabelos. Daqui a algum tempo nem barba mais eu terei.

Luciana: – Acho que deveríamos melhorar os testes. Muitos furos estão chegando ao cliente. Temos que lavar a roupa suja em casa.

Wilson: – Temos que melhorar as especificações. Sempre temos que usar de muita imaginação na hora de construir o sistema. Além disso, quase sempre, ao final do desenvolvimento, fica um desenvolvedor quase dedicado ao projeto pra realizar as correções. A cada novo projeto temos menos gente trabalhando. Se vamos iniciar um novo projeto, precisamos de mais gente. Tá todo mundo ocupado e eu sempre termino ajudando todos os projetos. Além disso, é o fim da picada testar versão errada do software.

Fernanda: – Todo mundo sabe que temos que melhorar nossa forma de desenvolver, mas não conseguimos tempo pra parar pra pensar nisso.

Gustavo: – Por isso contratamos o consultor. Pena que não deu certo.              

Clóvis: – Se fizéssemos tudo o que ele mandava, viraríamos um cartório. Precisaríamos de 2 pra desenvolver e 4 pra documentar.

Luciana: – Por outro lado teríamos controle sobre tudo. Hoje, me desculpem, não temos controle sobre quase nada. Quando o Wilson tirar férias… só quero ver.

Wilson: – É no mês que vem.

Carlos: – Acho que precisamos investir nos requisitos sim. Quando o sistema chega pra eu testar, eu testo, mas faço a partir do que eu acho que deve ser testado. Não existe um planejamento e eu sou novo nisso. Alguém deveria me dizer quais pontos devem ser testados, senão eu só testo a interface. Outra coisa. Sempre que chego com algo pra alterar me olham com cara feia. A culpa não é minha se o sistema tem problemas. Se ninguém der bola pra o que eu digo, vou voltar pro desenvolvimento.

Fernanda: – Acho que precisamos de um testador mais qualificado. Não que o Carlos não seja bom, apenas ele não têm experiência com os domínios que trabalhamos, além de nunca ter estudado sobre teste de software. Acho que não foi uma boa estratégia tirarmos ele de desenvolvimento para o teste. Na hora de testar termina avaliando só o básico. Também precisamos de ferramentas. Acho que só assim não viraremos um cartório, mas sim uma software-house de verdade. Acho também que devemos voltar a estudar um pouco, ver o que está acontecendo por aí, como o pessoal anda resolvendo esses problemas que nós temos.

Luis Augusto (entrando na sala): – Wilson, preciso da tua ajuda.

Wilson (pensando): “- Grande novidade”.

Gustavo: – Bem pessoal! Acho que é o fim da nossa reunião. Não decidimos nada, continuamos a conversar amanhã quando iremos apresentar o novo projeto.

… princesa presa em um castelo e vigiada por um dragão.

Não conheço a autoria do texto, mas parece que ele circula pela net a muito tempo e sempre alguém adiciona algo devido a novos subestilos que vão aparecendo. Essa versão eu peguei no Whiplash. A situação é uma princesa presa em um castelo e vigiada por um dragão. Veja o que cada protagonista faz em relação à situação.

“No alto do castelo, há uma linda princesa – muito carente – que foi ali trancada, e é guardada por um grande e terrível dragão”…

HEAVY METAL:

O protagonista chega no castelo numa Harley Davidson, mata o dragão, enche a cara de cerveja com a princesa e depois transa com ela.

METAL MELÓDICO:

O protagonista chega no castelo num cavalo alado branco, escapa do dragão, salva a princesa, fogem para longe e fazem amor.

THRASH METAL:

O protagonista chega no castelo, duela com o dragão, salva a princesa e transa com ela.

POWER METAL:

O protagonista chega brandindo sua espada e trava uma batalha gloriosa contra o dragão. O dragão sucumbe enquanto ele permanece em pé, banhado pelo sangue de seu inimigo, sinal de seu triunfo. Resgata a princesa. Esgota a paciência dela com auto-elogios e transa com ela.

FOLK METAL:

O protagonista chega acompanhado de vários amigos e duendes tocando acordeon, alaúde, viola e outros instrumentos estranhos. Fazem o dragão dormir depois de tanto dançar, e vão embora, sem a princesa, pois a floresta está cheia de ninfas, elfas e fadas.

VIKING METAL:

O protagonista chega em um navio, mata o dragão com um machado, assa e come. Estupra a princesa, pilha o castelo e toca fogo em tudo antes de ir embora.

DEATH METAL:

O protagonista chega, mata o dragão, transa com a princesa, mata a princesa e vai embora.

BLACK METAL:

Chega de madrugada, dentro da neblina. Mata o dragão e empala em frente ao castelo. Sodomiza a princesa, a corta com uma faca e bebe o seu sangue em um ritual até matá-la. Depois descobre que ela não era mais virgem e a empala junto com o dragão.

GORE:

Chega, mata o dragão. Sobe no castelo, transa com a princesa e a mata. Depois transa com ela de novo. Queima o corpo da princesa e transa com ele de novo.

SPLATTER:

Chega, mata o dragão, abre-o com um bisturi. Sodomiza a princesa com as tripas do dragão. Abre buracos nela com o bisturi e estupra cada um dos buracos. Tira os globos oculares da princesa e estupra as órbitas. Depois mata a princesa, faz uma autópsia, tira fotos, e lança um album cuja capa é uma das fotos.

DOOM METAL:

Chega no castelo, olha o tamanho do dragão, fica deprimido e se mata. O dragão come o cadáver do protagonista e depois come a princesa.

WHITE METAL:

Chega no castelo, exorciza o dragão, converte a princesa e usa o castelo para sediar mais uma “Igreja Universal do Reino de Deus”.

NEW METAL:

Chega no castelo se achando o bonzão e dizendo o quanto é bom de briga. Quer provar para todos que também é foda e é capaz de salvar a princesa. Acha que é capaz de vencer o dragão; perde feio e leva o maior cacete. O protagonista New Metal toma um prozak e vai gravar um disco “The Best Of”.

GRUNGE:

Chega drogado, escapa do dragão e encontra a princesa. Conta para ela sobre a sua infância triste. A princesa dá um soco na cara dele e vai procurar o protagonista Heavy Metal. O protagonista grunge sofre uma overdose de heroína.

ROCK N’ROLL CLÁSSICO:

Chega de moto fumando um baseado e oferece para o dragão, que logo fica seu amigo. Depois acampa com a princesa numa parte mais afastada do jardim e depois de muito sexo, drogas e rock n roll, tem uma overdose de LSD e morre sufocado no próprio vômito.

PUNK ROCK:

Cospe no dragão, joga uma pedra nele e depois foge. Pixa o muro do castelo com um “A” de anarquia. Faz um moicano na princesa e depois abre uma barraquinha de fanzines no saguão do castelo.

EMOCORE:

Chega ao castelo e conta ao dragão o quanto gosta da princesa. O dragão fica com pena e o deixa passar. Após entrar no castelo ele descobre que a princesa fugiu com o protagonista Heavy Metal. Escreve uma música de letra emotiva contando como foi abandonado pela sua amada e como o mundo é injusto.

PROGRESSIVO:

Chega, toca um solo virtuoso de guitarra de 26 minutos. O dragão se mata de tanto tédio. Chega até a princesa e toca outro solo que explora todas as técnicas de atonalismo em compassos ternários compostos aprendidas no último ano de conservatório. A princesa foge e vai procurar o protagonista Heavy Metal.

HARD ROCK:

Chega em um conversível vermelho, com duas loiras peitudas e tomando Jack Daniel’s. Mata o dragão com uma faca e faz uma orgia com a princesa e as loiras.

GLAM ROCK:

Chega no castelo. O dragão rí tanto quando o vê que o deixa passar. Ele entra no castelo, rouba o hair dresser e o batom da princesa. Depois a convence a pintar o castelo de rosa e a fazer luzes nos cabelos.

INDIE ROCK:

Entra pelos fundos do castelo. O dragão fica com pena de bater em um nerd franzino de óculos e deixa ele passar. A princesa não aguenta ouvir ele falando de moda e cinema, e foge com o protagonista Heavy Metal.

As regras do Prog Metal

Por Ricardo Orellana

Não basta apenas saber tocar em modo frígio para montar uma banda de metal progressivo. Descubra nesta matéria tudo o que você precisa fazer para ser um “true” fã de metal progressivo. Traduzido e adaptado do texto “101 rules of Progressive Metal” da www.metalstorm.ee para português.

1. Insista que sua definição de prog metal é sagrada, e que as únicas bandas progressivas são as que você aponta como tal.

2. Acuse qualquer um que discorde de você em relação à regra 1 de falta de inteligência musical e de não ser um “true” fã de prog.

3. Tenha desprezo por músicas mainstream.

4. Insista que a maioria das pessoas não escuta a música, nem as letras, somente os refrões, e que por causa disso, prog metal não é mainstream.

5. Acuse qualquer um que discorde de você em relação à regra 4 de falta de inteligência musical e de não ser um “true” fã de prog.

6. Quando apresentar uma nova banda de prog metal a um amigo não músico, escolha a música mais tecnicamente difícil, e pule direto para a parte do solo.

7. Se seu amigo diz que é legal, diga que ele pegou a grandeza do prog e mostrou que sua inteligência é superior ao do rebanho mainstream.

8. Caso contrario, acuse-o de falta de inteligência musical e de não ser um “true” fã de prog.

9. Recuse qualquer contato com amigos que se encaixem na regra 8. Pureza racial não é tão ruim assim.

10. Certifique-se que seu baterista tenha um pedal duplo.

11. Caso contrário, chute-o fora e arranje um que tenha. Pedal simples NÃO é prog.

12. Possua cada projeto paralelo em que um integrante do Dream Theater esteja envolvido. Não escute nenhum deles regularmente.

13. Quando um babaca mainstream perguntar a você o que é prog metal, diga algo como “prog é a evolução da expressão musical e experimentalismo no rock”. Em qualquer das circunstancias, tenha certeza que a pessoa em questão não tenha entendido nada do que é prog metal. Ele não entenderia de qualquer forma…

14. Insista que a música sempre deve progredir, embora sempre que você escrever um álbum na veia prog, você não necessariamente precise fazer o mesmo.

15. Acuse qualquer um que discorde com você em relação à regra 14 de falta de inteligência musical e de não ser um “true” fã de prog.

16. Refira-se ao metal progressivo como música inteligente para pessoas inteligentes, de preferência em cada ocasião em que um grupo ou gênero mainstream seja mencionado.

17. Note que a regra acima não se qualifica como arrogância mais do que quando se aponta que vinho é bebida para os mais sofisticados.

18. Uma música abaixo de 4 minutos NÃO é prog. Se você estiver preso com uma música abaixo de 4 minutos, insira um solo frigio entre o guitarrista e tecladista sempre que seja necessário.

19. Se um babaca mainstream lhe disser que debulhadores são babacas sem cérebro, diga que “ao menos eles podem afinar suas guitarras”, e vá embora em tom de desafio.

20. Spocks Beard NÃO é prog. Se alguém discordar, mate-o.

21. Humming ao longo de melodias para uma música de prog metal é proibido. Queime todos os álbuns que você tenha com humming nas melodias.

22. Deteste toda música que você costumava gostar antes de entrar para o prog. Quando te perguntarem o porquê, diga “Estou curtindo BOA música agora, porque voltaria atrás?”.

23. Acuse qualquer músico de prog metal que corte o cabelo de se vender.

24. Mantenha claro que você não escuta somente prog. Jazz é uma boa alternativa.

25. Claro…como se você tivesse mais de 3 CDs de jazz em sua coleção…

26. Nunca aceite NENHUM graduado de Berklee em sua banda. Os expulsos são bem melhores.

27. Riffs em 4/4 não são progressivos. Se acontecer de você criar um riff bacana em 4/4, alterne-o entre 4/4 e a marcação característica de prog como 7/8 e qualquer outra medida para assegurar a complexidade musical sinônima de progressividade metálica.

28. Seja capaz de mencionar 20 bandas que ninguém tenha ouvido falar, nem mesmo “true” fãs de prog. Mesmo que não possua nenhum lançamento destas bandas.

29. Arranje uma Ibanez. Isto não é negociável.

30. Gaste 5 horas por dia criticando outros músicos em fóruns.

31. Gaste 5 minutos do resto do dia realmente praticando seu instrumento.

32. Grite com as pessoas que façam batem cabeça em shows: eles não são prog o suficiente para pegar a música, o que eles poderiam esperar?

33. Quarta sustenida é sua amiga. Para se assegurar que seu álbum seja um lançamento progressivo “true”, inclua ao menos uma parte em que o teclado toque acorde crescente em quarta sustenida, em uma única nota com ritmo quebrado em 7/8.

34. Certifique-se que o nome da sua banda seja tanto um:

a) Oximoro:
-Silent Noise
-Tender Harshness
-Healing Gun

b) Algum nome de som estranho arrancado de um livro obscuro.
-Deitronus
-Tarakoch
-Fentaran

c) Combinação aleatória de ao menos 2 palavras com 3 sílabas.

-Eternal Twilight Tranquility (nada é mais progressivo do que isto)
-Redolent Arithmetic
-Evolution of Vernacular Domesticated

35. Não se preocupe se o nome de sua banda faz sentido ou não. Como 90% de sua base de fãs são do Brasil e Japão, você pode ignorar gramática inglesa convencional com segurança e, em vez disso, se concentrar no que realmente importa: as letras (veja regra 36).

36.Escreva letras profundas e ambíguas.

37. Se você não for capaz de escrever letras profundas e ambíguas, inclua ao menos uma das frases a seguir para assegurar reconhecimento como gênio lírico em círculos prog:

“I`m staring towards ascension divine, caught in my own revelation, a nightly mystery of soulburning apparition”

“Mornings` gentle caress, a ray of sunlight enveloping the spirit of the sleeper ventriloquist”

“A timid, palatable genocide, turn towards the decline of mankind, the festering wound of ages past changes into the soul-spirit of vestigial sentences.”

38. Use um instrumento não convencional como violino ou saxofone, não importando o quanto idiossincrásico possa parecer. Isto é ser prog.

39. Assegure-se que seu baixista tenha quantas cordas for possível. Não se preocupe se ele usa aproximadamente 3 das 11 cordas de seu baixo Carvin de 30 kg, simplesmente dê a ele um solo de baixo no meio da sua melodia instrumental obrigatória (mais cedo do que tarde), onde ele realmente possa mostrar a extensão de suas capacidades instrumentais. Imagine o alcance das escalas em um instrumento como esse!

40. Lance um álbum ao vivo entitulado “Live in Tokyo”.

41. Mude as marcações de tempo. Constantemente.

42. Acuse qualquer um que não o faça, de falta de inteligência musical e de não ser um “true” fã de prog.

43. Seu amplificador PRECISA ser um Mesa Boogie. Se um amigo seu tentar convencer-lhe que está errado e que deveria ver seu Marshall, diga que a melodia dele é fraca e zunidora.

44. Afirme que Metallica não pode arrancar sons apropriados de seus Boogie. Eles são tão… unprog!

45. Inicie uma banda cover do Dream Theater com amigos que recém estejam começando a tocar instrumentos. Gaste metade dos ensaios falando mal de bandas punks e como as pessoas não entendem suas músicas.

46. Toque uma versão ruim de um som dificílimo do DT em concursos de bandas no estilo Covernation. Metropolis Part 1 ou Dance of Eternity são ambas boas escolhas, assim como Erotomania.

47. Quando sua banda ficar em último, jogue toda a culpa no júri; eles não tem idéia do que significa boa música! Por que outra razão eles deixariam bandinhas pop chatas ganharem?

48. Falando em começar a tocar um instrumento; sempre comece com a música mais tecnicamente difícil que você conheça. Lembre-se, este é um testemunho ao seu imenso talento, então se assegure de mencionar isto em toda comunidade na internet que você freqüente.

49. Quando você seja capaz de tocar algo em meio-tom bem superficialmente, mencione orgulhosamente que você “cravou” o som em questão.

50. Pessoas serão tentadas a pedir por uma gravação da façanha mencionada na regra 49. No entanto, você não é capaz de providenciar isto porque a) seu equipamento de gravação foi dissolvido por ácido digestivo no dia anterior, b) você não precisa provar nada para ninguém. Sua palavra deve bastar c) Você não entende nada de computadores (mesmo que você passe a maior parte do dia sentando na frente de um deles), do mesmo modo que você passa a maior parte do dia praticando seu instrumento.

51. Tool NÃO é prog. Se qualquer um insistir que eles são, mate-o.

52. Deteste Falling into Infinity. Se vier algum sentimento durante um lapso de concentração de que você atualmente goste de FII (mesmo as músicas mais “proggier” tais como TOT) lembre-se que DT se vendeu.

53. Na verdade, afirme que DT se vendeu a cada oportunidade que surgir, isto significa toda a hora que o nome for mencionado.

54. Não seja John Arch. Insista que qualquer pre-Alder Fates é 100% não prog.

55. Não se mova nos palcos. Em nenhuma das circunstâncias, se esqueça de que ninguém em show de prog presta atenção no público, incluindo a banda.

56. As melhores músicas são aquelas que duram cerca de 15 minutos, sejam divididas em múltiplas seções com vários nomes, e possuam solos de todos na banda, INCLUINDO o baterista.

57. Acuse qualquer um que discordar de você de falta de inteligência musi… É, você já pegou, certo?

58. Nunca, em qualquer circunstâncias, diga que o Six Degrees Of Inner Turbulence, do Dreamtheater, detonou.

59. Nunca deixem que digam que Dave Weckl é melhor do que qualquer outro baterista de prog metal. Se eles insistirem, não os mate, melhor ponha o solo de bateria de Mike Portnoy do “Live in Tokyo” de 1993, que até hoje é o marco de boa bateria, INDEPENDENTE do gênero.

60. Ainda seria uma boa idéia estar com a arma pronta, afinal de contas.

61. Bateristas: Kits imensos são OBRIGATORIOS!!!! Se tudo o que você tiver for um de 4 peças com 3 pratos porcaria, então você não pertence ao palco. Um kit de bumbo de 5 peças é o mínimo do mínimo necessário. Se você possuir um kit pequeno, COMPRE MAIS PRATOS E TAMBORES!!!!!!!

62. Não, 6 tons não são o suficiente, MAIS PRATOS E TAMBORES!!!!

63. Reuna-se com velhos integrantes e lancem um álbum com a intenção de compensar os anos de má aceitação pelos fãs (veja Yes) ou proclamar que seu próximo álbum será um retorno a glória passada (veja Queensryche). Se falhar, culpe os produtores ou a gravadora.

64. Quando alguém lhe perguntar porque prog metal não é tão popular se é tão bom, diga a ele que é porque “Está acima das cabeças de pessoas mainstream”.

65. Talento = Habilidade técnica. Hail a qualquer banda com solos ultra-rápidos por seu imenso talento.

66. Afirme publicamente que sua banda não é religiosa, e então, faça alusões religiosas e/ou espirituais nas letras.

67. De ênfase à sua mentalidade aberta. Declare que você gosta de todos os tipos de música, exceto tipos inferiores tais como pop, rock `n roll, blues, techno, trance, rap.

68. Acuse os fãs dos gêneros mencionados acima, de não terem mente aberta.

69. Arranje um Kurzweil. Já que o inigualável <<>>, Jordan Rudess o toca, você não tem escolha à não ser arranjar um para você, não importando o tipo de sintetizador que você prefira. TODOS SE AJOELHEM AO PODEROSO 88 TECLAS <<>> KURZWEIL!!!

70. TODA A GLÓRIA PARA O HYPNO-KURZWEIL!!!! (Fãs de Futuruma irão saber do que isto se trata)

71. Exiba-se com seu equipamento. Exiba-se com sua habilidade para tocar/cantar. Exiba-se com seu *aham* comprimento. Exiba-se com sua namorada. Exiba-se com qualquer coisa que você possa imaginar. Exiba-se até com seu CACHORRO, pelo amor de Deus.

72. Caso você não tenha um cachorro, arrume um.

73. Toque “air-drums” ou “air-guitar” durante os shows. Isto irá certificar que outros fãs de prog reconheçam seu imenso talento.

74. Sem mais idéias para escrever músicas? Insira uma parte de uma única nota lenta com ritmo veloz onde o vocalista grite “ENTER THE SUUUNNNNNNNN” várias vezes.

75. Perceba que voce pode substituir “ENTER THE SUUUNNNNNNNNN” tanto para: “FATHER, MY ADOLESCENCY IS AGONNNNNYYYYYYY” ou “THE APPARITION DIVIIIIIINNNNEEEE”. Qualquer uma das três opções são escolhas válidas.

76. Como assim, você não travou seu bumbo?

77. Lembre-se, velocidade=mais progressivo. Canções lentas não podem ser progressivas, melhor exemplo seria Pink Floyd.

78. Se alguém afirmar que PF são prog, gentilmente mencione a regra 1 enquanto você prepara para fazer um “Varg”, por assim dizer.

79. Durante as gravações , acuse o produtor, o engenheiro de gravação, e metade da banda, que eles não estão tocando o som apropriadamente uma única vez sequer.

80. Assegure-se que a capa de seu álbum tenha uma imagem psicodélica feita por computador, um quadro exuberante com figuras mitológicas, ou que seja ilustrado por Travis Smith.

81. Escreva épicos.

82. Caso você não saiba, épicos devem ser sobre adolescência, envolvendo uma lenda, ou um conto profundo antiutópico onde uma cidade/mundo/pizzaria fictícia e decadente, sirva como uma metáfora para este mundo.

83. Possua bagageiro com vários equipamentos.

84. Tenha bagageiro sem equipamentos. Quem irá vê-los se você não mostrá-los?

85. Sem intro para sua música? Insira uma única nota com ritmo quebrado acentuado na caixa, com mudanças de acordes no teclado de fundo.

86. Recuse a emprestar CDs de prog para amigos mainstream. Quando perguntarem porquê, diga que ele/ela “irá entender quando amadurecer”.

87. Quando estiver tocando em QUALQUER turnê, do bar mais underground, até o mais gigantesco estádio, tenha certeza que nenhuma pessoa da platéia irá embora sem ter escutado cada batida que você seja capaz de tocar.

88. Tenha ao menos 5 spots de solo durante um show.

89. Caso você tenha se esquecido enquanto lia isto, prog metal é música inteligente para pessoas inteligentes.

90. Não, Marillion não e prog. Gentilmente recomendo que você veja a regra 20.

91. BOOOM!!!

92.Compre novos álbuns de mestres passados do prog.

93. Se eles forem apenas lixo e sem nenhuma comparação com álbuns antigos, dê uma martelada na sua cabeça até você começar a apreciá-los.

94. Afirme que não há bandas prog, somente DIFERENTES.

95. Claro que isto se aplica somente às bandas que você conheça. Veja regra 1.

96. Caso você queira saber, Dream Theater é, e sempre será o marco para o prog metal. Quanto mais algo soar como Images and Words, mais progressivo será.

97. Proclame a regra 96 às pessoas fazendo uma cara fechada demonstrando toda a seriedade.

98. Tenha projetos paralelos. Assegure-se que todos os projetos paralelos consistam em interferências sem objetivo algum sobre repetições incessantes de riffs clichês.

99. Certifique-se que ao menos um de seus projetos paralelos tenha Mike Portnoy na bateria.

100. Se você não conseguir Mike Portnoy, arranje alguém que soe como ele.

101. Quer dizer que você ficou lendo isto enquanto você poderia estar praticando algo ao longo de Metropolis Part II ou compondo um épico? Que vergonha!!!!

CONTO ERÓTICO JUDEU

Jacob era milionário e não tinha se casado para não gastar dinheiro.
Seu único luxo era sua empregada,Jacira, uma morena pra lá de gostosa.
Todo dia, durante anos, quando Jacob chegava em casa,
Jacira servia o jantar e ia tomar banho.
Até que um dia, Jacob estava jantando e ficou ouvindo o barulho da água,
pensando na Jacira tomando banho.
Mastigava a comida e pensava na Jacira tomando banho…
Mastigava a comida e pensava na Jacira tomando banho…
Mastigava a comida e pensava na Jacira tomando banho…
Até que se levantou da mesa e foi até o banheiro.
Bateu na porta:
- Jacira, você está tomando banho?
- Estou seu Jacob.
- Jacira, abre a porta pra Jacob.
- Mas seu Jacob, estou nua!
- Jacira, abre a porta pra Jacob!
Jacira, abre a porta pra Jacob!
Jacira, abre a porta pra Jacob!
Jacira, abre a porta pra Jacob!

Jacira não resiste e acaba abrindo a porta.
Jacob entra no banheiro, vê Jacira nua e pergunta:
- Jacira, quer foder com Jacob ?
- Mas seu Jacob…, eu não sei …
- Jacira, quer foder com Jacob?
- Sim, quero sim, seu Jacob.
Então Jacob pula em cima dela…. põe a mão no registro e diz:
- Não vai foder Jacob não !!! Chega de gastar água! __._,_.___

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.